Polícia

Caso de jovem morto em ação policial em Colatina terá reconstituição

A morte do jovem Danilo Matos Lipaus, de 20 anos, durante uma ação policial em Colatina, terá uma reconstituição para esclarecer as circunstâncias do caso. A reprodução simulada foi marcada para a próxima quarta-feira (11) e será conduzida por peritos da Polícia Científica do Espírito Santo.

O objetivo é entender com mais precisão como ocorreu a ação policial que terminou com a morte do jovem, atingido por cinco tiros na madrugada de 1º de fevereiro do ano passado. Segundo informações da investigação, mais de 40 disparos foram feitos contra o veículo que ele dirigia, uma Fiat Strada branca.

Abordagens policiais antes da morte

De acordo com os registros do caso, o veículo conduzido por Danilo teria desobedecido a várias ordens de parada durante abordagens policiais. As ocorrências aconteceram em ruas entre os bairros São Braz e Aeroporto, em Colatina.

Seis policiais militares foram convocados para participar da reconstituição. Eles serão ouvidos como envolvidos ou testemunhas do momento final da ocorrência.

A reprodução simulada foi solicitada pela defesa de dois militares investigados no caso e faz parte das apurações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo. O procedimento busca esclarecer a dinâmica da ação e avaliar a conduta dos policiais envolvidos.

Investigação segue em andamento

Paralelamente, a Polícia Civil do Espírito Santo concluiu um inquérito sobre o caso em maio do ano passado. A investigação apontou que dois policiais militares podem responder por tentativa de homicídio, e o material foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo, que decidirá sobre a possível apresentação de denúncia à Justiça.

O processo tramita sob sigilo e ainda não há definição sobre o desfecho judicial.

Defesa dos policiais

A defesa de alguns dos militares envolvidos afirma que os policiais sempre colaboraram com as investigações e prestaram depoimentos de forma transparente.

Segundo os advogados, a atuação dos agentes teria ocorrido dentro das hipóteses legais previstas, como estrito cumprimento do dever legal e legítima defesa. A reconstituição, segundo a defesa, é considerada uma etapa importante para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

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