Política

Após deputados, Prefeitos Rodrigo e Gedson deixam Republicanos no ES

O cenário político no Espírito Santo ganhou novos contornos nesta semana com a confirmação de que dois prefeitos do interior e do litoral capixaba estão de saída do Republicanos. Rodrigo Borges, de Guarapari, e Gedson Brandão Paulino, de Iconha, decidiram deixar a legenda, ampliando o movimento de reconfiguração partidária no Estado.

A movimentação ocorre após a confirmação de que os deputados federais Amaro Neto e Messias Donato também optaram por deixar o partido, que é presidido no Espírito Santo por Erick Musso.

Alinhamentos e bastidores

Rodrigo Borges é aliado próximo de Amaro Neto. Nos bastidores, a saída do prefeito de Guarapari é interpretada como um gesto de alinhamento político, especialmente diante da possibilidade de o deputado federal ingressar na federação União-Progressista e apoiar a pré-candidatura de Ricardo Ferraço (MDB) ao governo do Estado.

Rodrigo também vem se aproximando do Palácio Anchieta desde o ano passado e já declarou apoio à pré-candidatura do governador Renato Casagrande (PSB) ao Senado, caso o chefe do Executivo estadual opte por disputar uma das vagas nas próximas eleições.

De acordo com interlocutores, o prefeito deve deixar o Republicanos e permanecer, ao menos neste primeiro momento, sem filiação partidária.

Saída já era esperada

No caso de Gedson Brandão Paulino, a desfiliação já era considerada esperada nos bastidores políticos. O prefeito de Iconha confirmou que comunicou oficialmente a decisão à presidência estadual da legenda.

Segundo Gedson, a escolha foi motivada pelo alinhamento político com o governo estadual e pela parceria construída nos últimos anos com Ricardo Ferraço.

“Eu respeito o Republicanos e as decisões da sigla, mas temos alinhamento com o governo e temos trabalhado juntos nos últimos cinco anos da gestão. No momento, ficarei sem partido”, afirmou.

Novo cenário partidário

As saídas ocorrem em meio a um período de articulações e rearranjos políticos no Espírito Santo, especialmente com a aproximação do calendário eleitoral. A debandada de lideranças municipais e federais pode impactar diretamente a composição das forças políticas no Estado e redesenhar alianças para 2026.

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